Tratamento com marijuana anima famílias de crianças nos EUA

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Muitos já conhecem a história da pequena Charlotte Figi, uma criança do colorado portadora de uma grave epilepsia -síndrome de dravet, que vem se beneficiando com o tratamento a base de marijuana, reduzindo das centenas crises semanais para duas ou três mensais.

Porém, após o caso de Charlotte ganhar a mídia, através de uma matéria produzida pela CNN apresentada pelo Dr. Sanjay Gupta, diversas famílias com problemas semelhantes migram com suas crianças para o Colorado, para colher o benefício do tratamento com marijuana. Confira a evolução do caso da Charlotte e como famílias nos EUA se uniram para medicarem suas crianças, as informações são do Yahoo!

O quadro médico de Charlotte Figi, uma criança norte-americana, deixou médicos de Colorado Springs, nos EUA, sem saber o que fazer por basicamente três anos. Com um grave disturbio genético, ela tinha aproximadamente 300 convulsões por semana e só conseguia se locomover utilizando cadeira de rodas. Como última alternativa para o tratamento da filha, Paige Figi decidiu apostar no uso da cannabis medicinal.

Dois anos após o tratamento ter começado, Charlotte já consegue falar e se movimentar sem a cadeira de rodas e está livre das convulsões diárias. Sua recuperação inspirou pesquisadores e fez com que o nome do complexo com base de cannabis que ela usa fosse rebatizado – chama, agora, Charlotte’s Web. Por conta da eficácia do tratamento da filha, Paige se transformou em ativista pela legalização do uso medicinal da erva.

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Após o tratamento de Charlotte, Paige cultiva ao lado do marido uma estufa com várias plantas de maconha, das quais extrai o princípio que ajuda no controle das convulsões e mistura a azeite para que possa ser utilizado por outras pessoas que sofrem do mesmo mal. Ela e sua família aproveitam que o Colorado, estado no qual vivem, é um dos locais nos EUA nos quais a maconha é legalizada para uso medicinal.

Desde que a história de Charlotte ficou famosa e o Charlotte’s Web passou a ser produzido, mais de 100 famílias já se mudaram para a região por conta do produto. Elas formaram uma pequena comunidade de auto-sustento que gira em torno da produção da essência. De acordo com Paige, não há tentativa de comercialização com fins lucrativos. E, diferente do que pensa a maioria, o não há qualquer efeito psicotrópico na essência produzida.

Apesar do relativo sucesso do Charlotte’s Web, médicos da região afirmam que não há nenhum tipo de comprovação científica que viabilize o tratamento por meio da essência como modo garantido de melhora ou cura. Vice-presidente da Sociedade Americana de Epilepsia, Amy Brooks-Kayal alerta que “histórias miraculosas sobre cura surgem e desaparecem com enorme frequência”.

Charlotte Figi (cq, age 7) at the farm the grows the Charlotte's Web strain of marijuana in Colorado Springs, Colorado, Thursday, February 6, 2013. Charlotte suffered from over 100 seizure like symptoms and epilepsy before discovering a strain of marijuana that would stop her seizures.  Photo by Matt Nager

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fonte:https://smkbd.com

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